Publicado por: tiiis em: abril 25, 2012
A saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar. (Rubens Alves.)
E quando tudo muda? Quando tudo o que você nunca imaginava ter um fim, tem?
Olhando pra trás, tem a vista de um caminho longo, sofrido, feliz, angustiante e no final deste se encontra dois livros com capas vermelhas e aveludadas, um em perfeitas condições e o outro um pouco surrado. Escolhendo o surrado e passando as folhas, todas escritas, nelas traziam as histórias de cada momento passado naquele trajeto.
Uns eram felizes, como outros um tanto quanto tristes.
Lendo alguns trechos, dava-se para chegar à conclusão de que aquele fim não era o esperado; não era colorido, mas também não era preto e branco, estavam apenas suaves, tons pastéis.
“- Tons pastéis? Como assim? –“ Tudo estava calmo e sob controle. Mas, nem tudo tinha mais a mesma importância.
Ler um livro ou escrever, havia se tornado algo monótono; desenhar, brincar com o lápis nas folhas em branco, não havia mais tanta graça; pegar o violão e sentar na janela para tocar sua música preferida, não havia mais aquela magia. E o mais triste era, olhar para o céu e não conseguir sentir mais nada, aquela ligação que a prendia, fascinava, emocionava.
A esperança acabou, sumiu, a doçura em cada detalhe ficou vaga.
Parece triste este caminho, mas na verdade, o caminho em si é bonito, alegre cheio de fé, amor e esperança. Um caminho que tinha apenas visão para algo belo. “– Estou confuso. O que exatamente isso tudo que dizer? –“ Dois livros. Um, conta a história deste caminho percorrido, o outro, está em branco, esperando apenas para contar a história do volume dois… Livro que é bom, é aquele que contém continuação com histórias mais elaboradas, criativas, fascinantes; com detalhes surreais.
Continua confuso tudo isto, ainda?
Dê um passo, comece o caminho, escreva a primeira frase neste livro novo. Mas faça com gosto e emoção para conseguir prender o leitor do começo ao fim, com o intuito de trazer cores berrantes para o jardim.
Abrindo o livro e segurando firme o lápis em sua mão direita, respirou fundo e sorriu. Estava pronto para começar a escrever a primeira frase do segundo volume de seu livro, de sua história; de sua vida.
“Todos conseguem chegar ao fim do horizonte? Quando tu dás um passo, ele se afasta mais um passo de ti… Bem, o sentido disso tudo é, caminhar e nunca parar, seguir em frente.”
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: abril 9, 2012
- Não devo nada, não preciso me esconder. Principalmente meus sentimentos. Bondade no coração, amor, carinho e respeito. Porque esconder isto?
- Minha jovem. O mundo se tornou algo tão cruel e egoísta… Sentimentos maravilhosos e verdadeiros como estes, não tem mais tanto valor por aqui, e quando se tem e é demonstrado, são ignorados. – Palavras pesadas estas que um senhor, já com os teus 75 anos com cabelos brancos e macios, disse agora.
Ele já havia passado por muitas coisas ao longo de sua vida, percebe-se ao observar os traços de canseira, expressões de raiva, tristeza e felicidade, em seu rosto. “Mas, será mesmo que eu deveria esconder tudo o que sinto e a forma como penso?” – A garota que havia apenas 7 anos de idade, pensava.
- Perdão, senhor… Mas não consigo pensar desta forma. Não consigo simplesmente ignorar o que sinto e deixar passar em branco dentro de mim. Eu quero viver, quero mostrar para as pessoas o quanto é mágico todos estes sentimentos, fazê-los sorrir e serem felizes. Já parou para observar o céu em algum momento? É lindo, não é? Ele me faz tão bem… Quando o observo com o coração, é como se eu sentisse saudade e quisesse estar lá mais uma vez, mas não sozinha e sim, com todos aqueles que me fazem bem. Quero mostrar para todos o quanto é gostoso e significativo sentir o vento tocar o nosso corpo. Apreciar músicas boas, prestar atenção em cada melodia.
O senhor sorria para ela, ele entendia exatamente o que ela queria dizer e passar. E o mais bonito disso tudo, era que, ela é apenas uma menina. Mas, uma menina especial, com uma forma de pensar diferente, mais avançada e com pureza em tudo.
- O que você sente e tem no coração, menina dos cabelos dourados, é muito bonito. E deve sim, ser compartilhado com o mundo. Mas, isso requer muito cuidado, pois um deslize será o suficiente para lhe decepcionar, e a decepção minha pequena, é algo horrível e que consegue congelar todos os teus sentimentos em um piscar de olhos ao escorrer uma única lágrima.
Ela o observava com tamanha atenção e com os olhos arregalados.
- Eu entendo senhor… – Abaixava a cabeça de uma forma triste, por saber que aquilo é verdade, mas que de toda forma ela não queria acreditar. – O senhor sabe o que significa o Amor?
Ele estranhou a pergunta repentina, mas ficou curioso em saber a resposta daquela pequena.
- Não, qual seria?
- Caráter e respeito. Simplicidade e humildade. Inocência. As pessoas lutam pelo amor sem nem saber como ele surge e como ele pode durar.
Aquela resposta o deixou sem reação e sem conseguir pensar em uma resposta à altura.
Ele segurou as mãos dela e apenas sorrio, sentaram-se no campo verde e assistiram o belo pôr-do-sol. – Os sentimentos não foram feitos para serem escondidos e muito menos tratados com desprezo. Sinta a brisa em seu rosto e sorria sem medo.
- Vou sim, pequena. E não mude nunca, apenas lhe peço que seja forte o bastante para enfrentar tudo sem perder esta magia dentro de ti.
- Serei forte.
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: março 10, 2012
“Naquelas folhas comecei a escrever um romance; não era um romance qualquer, e sim, um romance cheio de utopias.” - Utopia.
“- Eu te amo.
- Você é adorável… Te amo tanto, meu amor.
Palavras tão simples, mas ao mesmo tempo com um significado tão forte e sincero.
Eles estavam no topo de uma montanha, mãos dadas, sentindo a brisa tocando em cada parte do corpo deles. Ele a observava, enquanto ela fitava àquela paisagem aconchegante. Árvores com todos os tons de verde, pássaros que sobrevoavam por elas e cantavam. O sol já estava se pondo e o céu havia um jogo de cores incrível; azul, nuvens carregadas de chuva, negras, e nas bordas um rosa brilhante, laranja que estava em volta das nuvens e um mesclado de amarelo, enquanto atrás deles já estava escurecendo.
O cabelo dela se debatia suavemente para trás, por conta do vento, aquela pele branca como uma porcelana. Teus cílios eram tão grandes, tudo nela era natural e belo.
Àquilo, o fazia sorrir e se sentir tão vivo e em paz, ele a tinha, ou melhor, tinha a chave do seu coração, o teu amor. E ela… Ela o tinha por completo, ele era completamente apaixonado por ela.
Após este pensamento, ele a puxou para mais perto e a abraçou tão forte, os dois inspiravam fundo neste momento, eles finalmente estavam conseguindo vencer todos os obstáculos para estarem juntos; eles estavam juntos.
- Eu quero realizar todos os meus desejos e sonhos ao teu lado. De ver a aurora boreal até mesmo de apenas pegar a estrada, os dois juntos em uma moto, sem destino. Quero viver todos os meus devaneios compartilhados contigo. – Ele sussurrava no ouvido dela, e um sorriso ela abria.
- Oh, meu amor! Banhos de chuva é o que não vai faltar para nós.
Era disso que ele mais gostava nela, a simplicidade, sempre dando valor em pequenos detalhes naturais que contaram tantos mais pontos em toda a sua vida.
Deram as mãos, olharam mais uma vez para toda aquela paisagem, e gravar na mente. Se olharam e sorriram. – Vamos imaginar agora estarmos em uma biblioteca ao ar livre, rodeadas de árvores? – Ela ria para ele. – Ora, ora, está esperando o quê? Só não podemos esquecer de que lá deve estar um clima meio gélido, e ter uma jarra enorme de chocolate quente!
- O teu pedido é uma ordem.
Fecharam os olhos, respiravam fundo e lá estavam imaginando tudo na maior perfeita simetria.”
Nada podia impedir os dois, afinal, eles tinham os corações puros e a única coisa que eles queriam era se amar e sonhar.
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: fevereiro 19, 2012
Dentes de leão, grama alta, um vento tão leve, suave, doce… Juntando todos estes detalhes um lugar se formou, era perfumado e calmo.
O olhar estava longe, mas havia um pequeno brilho neles, e os teus lábios formavam um pequeno sorriso; paz. No fundo algumas notas musicais começaram a surgir, elas apareciam através de um piano acompanhado de um violino. Fechou os olhos, respirou fundo e deixou sua cabeça e seu corpo serem guiados pela melodia, os dentes de leão se desmanchavam e sobrevoavam por ela.
Imagens, lembranças, saudade, eles lhe trouxeram um alguém.
“Todas as noites deito minha cabeça no travesseiro, tenho lindos sonhos contigo e quando acordo, sinto como se você estivesse comigo ainda. Esta sensação é a minha força.
Através destes sonhos nos conhecemos e nos apaixonamos, segredos compartilhados e planos, muitos planos.
Fiz uma pintura de seu rosto no papel e na mente, ele merecia.
Com o tempo estes sonhos foram amenizados e a frequência de nossos encontros foram diminuindo, até que, bem, não houve mais sonhos.
Eram tantos devaneios que me acompanhavam ao longo dos dias e que pararam de existir. – Fechou os olhos e o cenário mudou. – À minha frente surgiram folhas em branco e ao lado um lápis vermelho, ele era aveludado com alguns detalhes em dourado, lindo, detalhado e tão macio para se escrever.
Naquelas folhas comecei a escrever um romance; não era um romance qualquer, e sim, um romance cheio de utopias. A cada palavra que passava para o papel, o céu que estava um azul cintilante começava a escurecer, estrelas surgiam, eram milhares em questão de segundos, uma de cada tamanho; a magia das palavras.”
O romance estava pronto, sentou-se entre os dentes de leão, era de noite, mas, todas aquelas estrelas iluminavam todo aquele campo e a principal estava ali também, se parecia com um holofote gigante iluminando tudo com aquele brilho perolado.
Começou a ler, e a cada palavra um novo devaneio surgia.
Um grande sonhador nunca deixa de sonhar, principalmente quando os têm acompanhados de um lápis e papel.
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: fevereiro 14, 2012
“Os passos que dou sempre me levam para caminhos sem destinos, assim como estas palavras que passo para o papel, não tem sentido e nem mesmo tradução. São apenas palavras ditas através de um coração; aquele que ama, sonha e até mesmo escuta a batida de outro coração que está a quilômetros de distância.
Um coração que clama por um abraço.
Esta começando a chover, bem suave, cada gota que chega ao telhado o som é reconfortante, os olhos se fecham e consegue enxergar perfeitamente a caída no telhado, a forma de escorrer pelos caminhos. Com os olhos ainda fechados resolve imaginar estar caminhando naquela chuva, e, para a sua surpresa, ela não iria caminhar sozinha. Em sua mãos havia alguém segurando, parados de frente um com o outro, troca de olhares e sorrisos, aquele brilho nos olhos; eles estavam apaixonados. Resolvem seguir a caminhada de mãos dadas embaixo daquela chuva, onde tudo por mais que não tivesse sentido em nada, para eles tinha todo o sentido; pararam e ficaram de frente um para o outro mais uma vez, ele estendeu à mão até ela, na forma de convidá-la para uma dança, e de uma forma lenta os pés foram sendo descolados do chão e começaram a voar, e a dançar.
A chuva estava parando e o céu estava se abrindo, o sol estava brilhando entre aquelas nuvens de chuva. Estavam bem longe do chão, já, e lá no alto sorriam muito; a felicidade era enorme dentro dos dois; estavam voando e dançando entre as nuvens.
Em poucos minutos foi o suficiente para os dois matarem a saudade; voltando ao solo, de mãos dadas de frente um com o outro, em silêncio apenas se olhavam. Abraçaram-se forte; um abraço de despedida.
Abriu os olhos, a chuva já havia parado e o teu coração continuava batendo no mesmo ritmo que daquele outro coração. Não fazia sentido, nunca fez, por isso que aquela certeza de que tudo se ajeitaria no final nunca sumia.
Tudo o que não faz sentido agora, fará daqui um tempo apenas para quem aprende a escutar o próprio coração.”
Autora: Taís Baggio Horacio
Publicado por: tiiis em: janeiro 9, 2012
“É como se o meu mundo não fosse este aqui, como se todas estas palavras que ouço não fizessem sentido. São raros os momentos, que no qual estou presente, me fazem se sentir acomodado, em aconchego, em casa…
Olho ao me redor e as pessoas estão sorrindo, se abraçando, transmitem tanta felicidade um pelo outro; o que sinto é felicidade também, mas não por também estar recebendo este carinho, afinal não estou, e sim por conseguir enxergar a áurea de cada um brilhar, os corações pulsarem mais fortes a cada batida. Pequenas expressões faciais em cada parte do rosto, em cada gesto, na forma como respira. Isto me acalma me traz paz e conforto.
Não me importo com o luxo, um banho de chuva serve.
Uma troca de olhar, lábios que se transformam em singelos sorrisos, alguns toques, ali e aqui, suaves e lentos como também rápidos e fortes, mas sem a intenção de machucar é apenas a adrenalina tomando conta, por causa daquela felicidade estupenda dentro de cada um. Isso varia do momento; o momento, sempre. Tudo isso observo de longe, com cautela sem nenhum comentário a fazer com quem está presente.
Às vezes me pergunto por que estou aqui, por que não consigo me entreter com os demais, não consigo achar respostas em palavras apenas em momentos como os que citei logo ali em cima.
Momentos falam mais alto que as palavras; às vezes me sinto feliz por conseguir enxergar e observar tudo isto, como às vezes me sinto deslocado, por não conseguir entender como os outros não conseguem enxergar detalhes que fazem toda a diferença; às vezes fico nervoso e perco o controle, acabo falando demais para pessoas que reclamam sem ao menos parar para observar à sua volta e enfim entender o porquê de tudo estar acontecendo e como acontece.
Humanos, eles simplesmente não conseguem enxergar a razão junto da emoção.
Não sei como será o dia de amanhã, isto é uma surpresa, faço planos e na maioria das vezes não é como imagino, mas sim, melhor.
Não procure respostas em palavras e sim nos momentos e atos. Papier is geguldig; O papel é paciente. “
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: janeiro 3, 2012
Sentada embaixo de uma árvore, o vento era refrescante e tão suave ao encostar-se àquela pele frágil. Com os olhos fechados, sua respiração era calma e em sua mente havia lembranças.
Lembranças de um tempo bom; sorrisos; um único momento, que no qual a fez abrir os olhos e sorrir.
Um olhar.
Aquele olhar que a fitava com sede de poder abraçá-la, levá-la para longe de tudo e todos; transmitia paz e segurança. Palavras foram trocadas, eram simples e objetivas, apenas um pequeno conhecimento sobre cada um. Mas, aquele ainda valia mais. Através dele não dava para esconder nada, tudo estava tão claro, os dois se deram bem; eles se gostaram de primeira.
Como se apaixonar por apenas uma troca de olhar?
Bem, isso é simples, é apenas preciso enxergar através do coração, deixar de lado qualquer tipo de receio, dúvida e apenas viajar naquele olhar, que muitas vezes dava para ser bem claro; ele estava completamente impressionado com os traços do desenho daquele rosto.
Palavras com o rosto escondido dão para se transformar em mentiras, já palavras juntas da voz e das expressões, tudo fica à mostra, é mais claro, verdadeiro e sincero.
- O teu olhar te entregou. – Estas palavras acabam de ser pronunciadas por ela, jogadas ao vento. Aquele olhar vai ser a lembrança mais bem guardada e cuidada dentro dela.
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: dezembro 10, 2011
“Inverno, doce inverno, sinto sua falta e principalmente dos momentos em que tive contigo. Inverno, sonho todas as noites com a sua volta…”
Aquele som do piano acalmava tudo por dentro. Seu coração batia em um ritmo calmo, desacelerado; sua respiração lenta significava segurança.
Lá fora caia uma chuva fina, que refrescava aquele dia quente e abafado; oras, era uma chuva de verão que vinha sempre ao entardecer.
Uma música clássica, em sua mão uma xícara de chá de frutas, a cortina da janela da sala estava aberta, com a luz do poste ela observava a corrida das gotas de chuva na janela, e até mesmo conseguia observar algumas que chegavam ao chão. Estava em paz.
Paz significa ela estar de bem com ela mesma. Fechando os olhos, aquela música, aquele tom, entrava em teus ouvidos, ultrapassava sua pele; tomava conta por dentro dela. Era suave, doce; estava tudo bem, tudo estava se ajeitando, mais uma vez…
Abriu os olhos, levou o teu olhar ao chão, de uma forma acanhada, e sua boca se transformou em um singelo sorriso. Sim, estava se lembrando dele, do seu sorriso, olhar e de sua voz. Com tuas próprias mãos acariciava teus braços, como se estivesse se abraçando, imaginando ele lhe abraçando mais uma vez, sentia perfeitamente o seu toque, o perfume a maciez de seu cabelo.
Saudade era a tradução de tudo aquilo.
O inverno já foi embora, levou ele junto, não estava nos planos disso acontecer, mas como todos sabem imprevistos acontecem e o verão tinha de voltar. Mas esta chuva, mesmo sendo de verão, ela trazia consigo todas as lembranças, era inevitável e por mais que parecesse loucura a certeza de que ele nunca tivesse ido embora de verdade, estava ali, intacta dentro dela. Ela sabia que ele foi apenas descansar, assim como o inverno.
Isso tudo é loucura? Como comparar alguém com uma mera estação, que vai e volta todos os anos, da mesma forma? Algo tão provável.
O amor é loucura, e isto era é um amor de inverno, assim como esta estação vai e volta todos os anos deixando aquela certeza dentro de todos nós que ela sempre irá voltar, era o que ela sentia a respeito dele.
Um longo suspiro de alívio ela soltava, a cabeça fazia um sinal de sim; ele estava voltando antes do inverno, à porta estaria aberta esperando por ele.
Um amor de inverno é diferente, ele aquece nossos corações e além daquele vento gélido que nos faz ficar com as maças do rosto coradas, era doce. O inverno é doce, mas apenas para aqueles que sabem amar de verdade e levá-lo pra sempre dentro de si, não importa a estação.
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: novembro 11, 2011
Aquela angustia não o largava, seu peito se contorcia e lágrimas ardiam constantemente em seus olhos. Oh! Pegue o seu violão, homem, coloque em suas costas e vá até um lugar calmo, sente-se sinta o vento tocar em todo o seu corpo, seu cabelo dançando no ritmo dele.
Agora feche os olhos, você vê aquele olhar? Você conhece muito bem este olhar, com um brilho inigualável, eram tão pretos, grandes que se pareciam com duas jabuticabas.
Você ainda à ama, não é mesmo, homem? Lágrimas estão escorrendo em seu rosto, por quê? Sente alguma culpa você a magoou? Já pensou em pedir desculpas e voltar atrás para fazer diferente?
O primeiro amor nós nunca esquecemos, entenda isso. E ela foi o teu primeiro amor.
Hey homem, erga tua cabeça você não pode deixar se abalar, muito menos deixá-la ir embora, dificuldades vamos encontrar todos os dias só depende de nós para vencê-las, entende?
Bem, agora você está sentindo o toque de seu cabelo, ali e aqui, e suas mãos estão tocando o seu rosto numa forma suave e é gelado; seus braços se arrepiam com esta sensação, é algo fora do comum, mas você não abre os olhos não quer perder a chance de continuar encarando aquele olhar. Então, continue com os olhos fechados meu amigo, não tenha medo.
Sua respiração era curta e engolia a saliva, grosso. Suas mãos começavam a ficar inquietas e seu coração acelerava um pouco, em sua mente surgiam letras que se formavam em palavras junto delas um ritmo acompanhava. E então, ele ouvia o timbre da voz dela, onde tudo estava se transformando em uma bela música; palavras, ritmo, timbre… Imaginação.
Os olhos ele começava a abrir lentamente e olhando ao seu lado estava o teu violão, bem calmo ele o alcança se ajeita e chacoalha a cabeça inspirando fundo, algumas notas musicais ele tira. Vamos lá homem, a música está pronta deixe o medo de lado e toque o que está dentro do seu coração.
Autora: Taís Baggio Horacio.
Publicado por: tiiis em: outubro 29, 2011
Don\’t go – Bring Me The Horizon
Feche os olhos, respire fundo.
A chuva que caí lá fora veio para limpar, o vento está aqui para te tirar do chão e te levar para longe de tudo e de todos que te atormentam.
Uma sensação de que tudo isso já estava escrito em algum lugar, como se fosse o roteiro de sua vida. Seria loucura? Ou seria apenas uma sensação? Ele leva suas mãos em direção a seu peito, a respiração estava apertada; um grito solta. Tão forte que suas cordas vocais tremiam com a força que usara; o tempo fica lento os olhos enrugados com a força para fechá-los, sua cabeça tremia.
Agora a chuva parava, ali apenas permanecia o vento calmo e gelado, passando por todos os cantos, raios iluminavam aquele céu que estava semi escuro misturado com uma cor rosada. Alguns passos ele começa a dar, seu punho direito fechado, demonstrava um sentimento de força e certeza. Desmanchava o nó de sua gravata para aliviar um pouco, uma chuva tranquila agora voltava, ela estava ali apenas para protegê-lo e continuar limpando toda a mágoa que restava em seu peito.
Algumas pessoas começaram a aparecer, elas caminhavam tranquilamente, indo e vindo em todos os cantos da rua, passando por ele. Eram conhecidos; pessoas que marcaram tua vida e que já tinham partido.
Elas andavam normais e pareciam tão calmas, mas não notavam a presença dele, isso o deixava intrigado e não com medo, dá onde elas surgiram?
Mais a frente ele percebe uma presença forte, uma pessoa que marcou profundamente ele. Heloíse!
Uma garota de personalidade forte um pouco difícil de lidar, mas tendo compreensão e carinho, tudo se ajeitava.
Ela tinha cabelos dourados e eram de um comprimento adequado, não muito longo ou curto, tinha doces ondas e era tão macio. Seus olhos eram de uma cor diferente, eram castanhos misturados com mel e eram um pouco arregalados, mas tudo perfeitamente bem desenhados; sua pele parecia de uma boneca de porcelana.
Ela foi aquela que esteve sempre presente em todos os seus momentos, bom ou ruim. Sempre com as palavras certas e sabia exatamente à hora em que ele apenas precisava de um abraço. O abraço dela; era a sua proteção, força.
Caminhou seguro de encontro com ela, tinha que ouvir mais uma vez a sua voz, sentir o seu abraço; O vento que passava entre eles parecia ser um imã trazendo um para perto do outro, cada vez mais rápido e mais forte; ela era a única que notava a presença dele.
- Heloíse! – Ele não conseguia esconder a felicidade de poder a ver mais uma vez, e ela, bem, ela sorria de volta para ele com a mesma intensidade.
Um abraço juntou os dois mais uma vez, um sentimento que ninguém nunca vai conseguir explicar em palavras, o Amor. Aquele sentimento que junta todos os outros sentimentos de uma vez dentro de quem o tem; a paz, o carinho, a compaixão, a alergia e a saudade.
No momento em que eles estavam abraçados o céu ficou limpo, um sol tão forte surgiu que no mesmo momento tudo estava seco, mas eles não sentiam calor, estavam bem, tranquilos e seguros; um gramado muito verde começou a nascer no asfalto, onde estavam toda a paisagem mudava radicalmente apenas com a força do amor deles.
Ele sabia que ela não estava mais entre ele, que tudo aquilo era um devaneio e que logo mais acabaria. Mas, só de saber que ela está ali em seus braços novamente, não se sabe por quanto tempo, tudo estava bem, não importava nada, apenas queria aproveitar o momento e o ter como mais uma bela lembrança.
Autora: Taís Baggio Horacio.